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sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Desafios do Novo Governo

Uma das reportagens feitas pela band para a série Desafios do Novo Governo. Esta reportagem trata da flexibilização da CLT, assunto que discutimos em sala de aula quando conversamos sobre o governo do Getúlio Vargas.

FICHA DE AVALIAÇÃO SEMINÁRIOS

Ficha de avaliação para os seminários do 4º bimestre

AVALIAÇÃO

Abraços.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Primeira Fase da República no Brasil (1889-1930)

1) Primeiros anos da República (1889-1894)

Este período foi marcado por crises e forte instabilidade política que chegaram a colocar em risco o regime republicano no Brasil. Ele foi dividido em três fases:

Governo Provisório, Governo de Deodoro da Fonseca e Governo de Floriano Peixoto.

• Governo Provisório (1889-1891) – Este Governo foi instituído e presidido pelo próprio Marechal Deodoro da Fonseca após a Proclamação da República e do exílio do Imperador Dom Pedro II. A principal medida do governo provisório foi a convocação de uma Assembléia Nacional Constituinte que promulgou a Primeira Constituição Republicana do Brasil (1891). Elaborada por Rui Barbosa e inspirada na Constituição dos Estados Unidos, esta nova constituição trouxe várias novidades como a implantação do presidencialismo e do federalismo no Brasil, o sufrágio universal (direito a voto para homens alfabetizados maiores de 21 anos), separação entre Igreja e Estado, a reforma do Poder Judiciário e do Código Penal; e a naturalização de estrangeiros. Mas, além de elaborar a nova Constituição, a Assembléia Constituinte também elegeu o Marechal Deodoro para um mandato de 4 anos, tendo como vice o Marechal Floriano Peixoto.

• Governo de Deodoro da Fonseca (1891) – Apesar de curta duração, este governo deixou marcas profundas na história do país. Primeiro porque foi nele que o Ministro da Fazenda, Rui Barbosa, fez uma política de incentivo a indústria com a emissão de papel moeda. Porém, esta medida acabou provocando inflação e uma crise na Bolsa de Valores (Crise do Encilhamento), além da forte oposição dos produtores rurais que dominavam o Congresso Nacional. Demonstrando apoio ao seu Ministro, Deodoro da Fonseca decidiu fechar o Congresso. Mas, isto só fez agravar ainda ais a crise, provocando o descontentamento da Marinha e da oposição que era encabeçada pelo seu vice Floriano Peixoto. Sem apoio político, Deodoro da Fonseca decidiu renunciar a Presidência em 23 de novembro de 1891.

• Governo de Floriano Peixoto (1891-1894) – Após a renúncia de Deodoro, Floriano Peixoto tentou controlar a crise política, reabrindo o Congresso Nacional. Porém, novas crises acabaram marcando o seu mandato como a Revolta da Armada que aconteceu em 1893 e 894 no Rio de Janeiro. Liderados pelo contra-almirante Custódio de Melo, e pelo almirante Saldanha da Gama, os revoltosos defendiam a deposição de Floriano Peixoto. Para isto,eles chegaram a bombardear o centro do Rio e a invadir a cidade de Niterói.Mas, com a derrota, os revoltosos fugiram para sul do país e se uniram aos participantes de outro movimento contra o Governo de Floriano Peixoto, a Revolução Federalista. Iniciado no Rio Grande do Sul, este movimento defendia a maior descentralização política nos Estados. Ele chegou a proclamar um governo próprio no Rio Grande, o que levou a Guerra Civil que só terminou em 1895 com a deposição das armas dos federalistas. No meio destes conflitos, foram realizadas as primeiras eleições presidenciais no Brasil com a vitória de Prudente de Morais.

2) República Velha (1894-1930)

Depois das crises dos governos militares, o Brasil vai conseguir um grande período de estabilidade política graças a chamada República Velha que estabeleceu uma nova estrutura política para o país, cujas marcas podem ser sentidas até os dias de hoje.

• Sociedade – Majoritariamente rural, a sociedade brasileira aceitou sem oposição o poder das oligarquias rurais na República Velha. Apenas alguns grupos, em regiões circunscritas, chegaram a esboçar reações em revoltas populares. Entre elas, se destacou a Guerra de Canudos (1896-1897), no sertão baiano. Esta revolta teve causas o crônico problema da seca no Nordeste; a concentração de terras nas mãos dos produtores rurais e a liderança messiânica de Antônio Conselheiro que, com os seus seguidores, fundou o arraial dos Canudos. Quatro expedições foram organizadas para destruir o Arraial, com as 3 primeiras sendo derrotadas pelos jagunços e a última levando ao fim de Canudos. Depois da Guerra de Canudos, narrada por Euclides da Cunha no seu livro Os Sertões, ocorreu em 1902, no Rio de Janeiro, a Revolta da Vacina, um protesto da população de baixa renda contra a vacinação obrigatória contra a febre amarela e a política de remoção dos cortiços e morros do centro da cidade. Após violentas manifestações no Morro da Saúde, a vacinação obrigatória foi abolida. Também no Rio, em 1910, houve a Revolta da Chibata, um protesto dos marinheiros contra os castigos impostos na Marinha (trabalhos forçados, chibatadas). Os revoltosos chegaram a tomar navios e ameaçar a capital; mas negociaram um acordo com o governo. Por fim de 19125 a 1915, ocorreu a Guerra do Contestado em Santa Catarina. Como em Canudos, esta revolta teve líderes messiânicos e como causa principal o problema da terra (famílias perdendo as terras para madeireiras estrangeiras) e a situação social da região (desempregados da ferrovia São Paulo - Rio Grande do Sul). Também como em Canudos, várias expedições foram organizadas até os revoltosos serem derrotados.

Política nacional – Para colocar um fim nas crises, o sucessor de Prudente de Morais, Campos Salles, elaborou um intricado sistema de apoios políticos que manteria o poder nas mãos das oligarquias rurais. Este sistema tinha como base o poder local dos produtores rurais, os “coronéis” (Coronelismo),que usavam o voto aberto (obrigatório nas eleições) para controlar os eleitores de suas regiões. Com este controle (“voto de cabresto” e “curral eleitoral), os “coronéis” podiam eleger quem eles quisessem para os cargos de Governador. Em troca deste apoio, os Governadores indicavam os nomes dados pelos “coronéis” para os cargos legislativos. Esta mesma troca de favores acontecia entre os Governadores e a Presidência da República, com o governo federal reconhecendo os deputados e senadores indicados pelos governadores de Estados em troca do apoio ao Governo Federal (Política dos Governadores). Por fim, na esfera federal, havia um acordo entre as duas maiores oligarquias rurais do Brasil, São Paulo e Minas, que se alternavam na Presidência da República (Política do Café com Leite).

• Economia – Junto com a estabilidade política, a República Velha aumentou as exportações do Brasil com o crescimento da produção de café. No início do século XX, a lavoura cafeeira deixou o Vale do Paraíba no Rio de Janeiro, onde entrou em decadência, e se alastrou pelo interior de São Paulo, até chegar a região oeste do Estado, onde encontrou uma terra fértil e a mão de obra de imigrantes (italianos e japoneses) que trabalhavam com a esperança de conseguir suas próprias propriedades. Outro fato econômico importante da República foi o surto de industrialização que o Brasil teve ao longo da Primeira Guerra Mundial. Com o conflito entre as potências mundiais, o país passou a ser obrigado a produzir suas próprias manufaturas para substituir as importações. Estas indústrias foram abertas com o capital do café e também contava com a mão de obra de imigrantes.

3) Fim da República Velha (1918-1930)

Como o Império, a República Velha também chegou ao fim com a perda de apoio em seus pilares principais (militar, econômico e político). Os primeiros sinais de oposição ao sistema das oligarquias vieram dos centros urbanos. Em 1918, foram convocadas greves gerais no Rio de Janeiro e São Paulo lideradas por operários anarquistas. Como a classe proletária, as classes médias, em ascensão no país desde o fim da Primeira Guerra Mundial, passaram a questionar o governo e demonstraram sua insatisfação até mesmo na área cultural (Semana de Arte Moderna de 22). Esta insatisfação foi tomando outros setores da sociedade brasileira até levar o fim da República Velha em 1930.

• Crise militar – Influenciados pelas idéias da classe média, os militares de baixa patente vão ser os primeiros a organizarem manifestações (Movimento Tenentista) pregando drásticas mudanças na República como a punição dos políticos corruptos e a instituição do voto secreto. A primeira destas manifestações foi a Revolta dos 18 do Forte em 1922, com a tomada do Forte de Copacabana, no Rio de Janeiro. Para lembrar o segundo aniversário desta revolta, militares se rebelaram em São Paulo e no Rio Grande do Sul. Do encontro dos 2 grupos, nasceu a famosa Coluna Prestes que por quase 3 anos percorreu o interior do Brasil sem nunca ser derrotada pelo Exército.

• Crise econômica – Depois de perder o apoio de muitos oficiais do Exército, a República Velha sofreu um grande baque com a Crise de 29 que atingiu em cheio as exportações de café. As exportações brasileiras, que foram de 95 milhões de libras esterlinas em 1929, caíram para 33 milhões em 1935.

• Crise política – Junto com a crise econômica, veio a crise política. Perdendo dinheiro com a queda das exportações do café, a oligarquia paulista tentou se manter no poder da República, não respeitando a alternância com Minas Gerais. Isto levou ao fim da “política do Café com Leite” com Minas, Paraíba e Rio Grande do Sul apoiando nas eleições o gaúcho Getúlio Vargas contra o paulista Júlio Prestes. Com o apoio da máquina do governo do Presidente Washington Luís e dos outros Estados, Júlio Prestes acabou vencendo. Mas, logo começaram a surgir boatos sobre fraudes nas eleições. Estes protestos ganharam força ainda maior com o assassinato do Governador da Paraíba, João Pessoa, vice na chapa de Getúlio. A morte dele foi usada politicamente pelos aliados de Vargas que iniciaram pelo Rio Grande do Sul um movimento que levou a deposição de Washington Luís e ao fim da República Velha em 24 de outubro de 1930.


DOCUMENTÁRIO TV ESCOLA REPÚBLICA VELHA (1889-1930)


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sábado, 3 de julho de 2010

Isenção/desconto do vestibular da UEL

A Universidade Estadual de Londrina, buscando adotar medidas que propiciem a ampliação do acesso aos seus Cursos de Graduação, desenvolve, desde 1996, o Programa de Isenção da Taxa de Inscrição do Concurso Vestibular que, desde 2005, também oferece descontos de 30% ou 50% na Taxa.

O Programa realiza uma seleção dos candidatos interessados por meio de análise da situação socioeconômica familiar. As informações prestadas pelo candidato, em um formulário específico, e os documentos comprobatórios da sua situação familiar são fundamentais para a concessão da isenção ou desconto.

É efetuada uma análise criteriosa da renda familiar por indivíduo (per capita), das despesas com tarifas sociais, da origem escolar, da posse de bens móveis e imóveis, enfim, dos fatores que influenciam as condições de vida da família.

Confira as informações completas no site:
http://www.cops.uel.br/?content=vestibular/2011/seb_ise/ise_ini.html

quinta-feira, 1 de julho de 2010

AVALIAÇÃO

Avaliação de história do 2º ano CLIQUE AQUI
GABARITO 2º ano CLIQUE AQUI
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Avaliação de história do 3º ano CLIQUE AQUI
GABARITO 3º ano CLIQUE AQUI
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Avaliação de história do 8º ano CLIQUE AQUI
GABARITO 8ºano CLIQUE AQUI

sábado, 26 de junho de 2010

Colonização e administração colonial portuguesa

O primeiro passo no sentido de ocupar as terras brasileiras foi o envio da expedição de Martin Afonso de Souza, que deixou Lisboa em 3 de dezembro de 1831, com a incumbência primordial de varrer os franceses da "costa do pau-brasil" e desenvolver, ao máximo, sua exploração e seu conhecimento, visando empreendimentos futuros que garantissem seu domínio.

No litoral de Pernambuco, Martin Afonso combateu e aprisionou três naus francesas. Em seguida, enviou parte de sua expedição para o norte, a fim de explorar o litoral até o Maranhão, e rumou para o sul com o restante da armada, aportando na Baía de Todos os Santos, no Rio de Janeiro, em Cananéia, de onde seguiu para o Rio da Prata.

Em janeiro de 1532, a esquadra encontrou em São Vicente uma pequena aldeia, formada de índios, europeus e mestiços, na qual se destacava o português João Ramalho com uma imensa prole mameluca. Aproveitando as condições propícias, Martin Afonso instalou no lugar o que seria a primeira vila do país. Além dessa foi organizada outra vila, serra acima, na "boca do sertão" (Santo André da Boca do Campo).

Esses dois principais núcleos oficiais, contrariando determinações do monarca, não se localizavam na "costa do pau-brasil", mas, sim, no litoral sul, local de fácil acesso ao Rio da Prata, o que demonstrava o interesse mercantilista português pelo domínio dessa região.

No Rio de Janeiro, onde a expedição permaneceu cerca de três meses, quatro homens foram enviados mata adentro, os quais só retornaram após 60 dias, trazendo algumas amostras de cristal e falando da existência de riquíssimas minas de ouro.

Contudo, além dos serviços que prestara, explorando o litoral e expulsando da terra os franceses, embora temporariamente, pudera Martin Afonso de Souza examinar, diretamente as condições e possibilidades que o oferecia o Brasil para uma tentativa em escala ampla de povoamento.

Assim, não resta dúvida de que, as informações que enviava freqüentemente à Metrópole sobre as potencialidades da terra, durante os quase 2 anos de permanência no litoral brasileiro, contribuíram para que o Estado português tomasse a iniciativa de inaugurar uma nova estratégia colonial: O desenvolvimento da agricultura, a ocupação, o povoamento e, conseqüentemente, a valorização econômica das terras, até então só exploradas no limite de seus recursos naturais aparentes.

As Capitanias Hereditárias

Quando D. João III resolver encetar a colonização, preocupava-o, antes de tudo, preservar a pose das terras, então disputadas, como já vimos, por estrangeiros, dos quais se destacavam s franceses.

A solução encontrada, por esta sugestão de alguns "notáveis" do Reino, foi a aplicação de uma experiência já testada nas ilhas do Atlântico, principalmente na da Madeira: a criação de capitanias.

Este sistema lhe acenava com a possibilidade de ocupar simultaneamente vários pontos do litoral, preservando, assim, o seu domínio, sem arcar com o ônus do empreendimento, uma vez que utilizaria recursos particulares, oferecendo em retribuição, uma série de direitos e privilégios tão à moda, na época.

Estruturação

Entre 1534 e 1536, as terras brasileiras foram divididas em 15 faixas lineares de terra, de extensão variável e desigual quanto às potencialidades, sendo dadas a 12 capitães-donatários.

Juridicamente, a ocupação da terra era assegurada pela Carta de Doação e pelo Foral.

A Carta de Doação estabelecia os direitos dos donatários (propriedade de 10 léguas de terra ao longo da costa; privilégio de construir engenhos d'água e moendas, etc.).

O Foral por sua vez, definia as obrigações dos donatários para com a coroa lusitana (pagamento do dízimo; propriedade das riquezas do subsolo, do mar e do mato pertencia à coroa).

O sistema de capitanias fracassou. Entre outros pelos seguintes motivos:

1- Falta de recursos financeiros dos donatários (o empreendimento representava ônus muito superior à expectativa prévia);
2- Falta de bons administradores, sendo que alguns deles nunca vieram às suas capitanias, como foi o caso de Antônio Cardoso de Barros, da capitania do Ceará;
3- Os atritos constantes com os nativos, estes se aliando freqüentemente a invasores estrangeiros e atacando as capitanias, além do que não aceitando ser escravizados pelos portugueses, defendiam-se;
4- Distância e dificuldade de comunicação entre a Metrópole e a Colônia;
5- Falta de comunicação entre as capitanias (a descentralização do sistema foi acompanhada da desorganização política e administrativa);
6- A grande extensão de terras das próprias capitanias.

O Governo Geral

Para promover a centralização administrativa da Colônia, reedificar o sistema de Capitanias Hereditárias e, portanto, impor maior ordem à colonização, o Estado português deliberou pela criação do Governo Geral.

Também começavam a existir câmaras municipais, órgãos políticos compostos pelos "homens-bons". Estes eram os ricos proprietários que definiam os rumos políticos das vilas e cidades. O povo não podia participar da vida pública nesta fase.

Assim, pelo regimento de 17 de dezembro de 1548, criava-se, além do cargo de Governador (ou Governador Geral, a partir de 1577), os seguintes cargos de assessoria: Ouvidor-Mor (para exercer as funções jurídicas, nomear juízes e auxiliares); Provedor-Mor (para executar a política fazendária, arrecadando os tributos e fiscalizando sua aplicação); Capitão-Mor (responsável pela defesa e fiscalização da costa litorânea). Outro assessor do Governo Geral era o Alcaide-Mor (que exercitava chefia das malícias).

Assim, a criação do Governo Geral não destruiu o sistema de capitanias, mas superpôs-se a ele:

Nesse período, o Brasil possuiu vários governadores gerais. Porém, três foram os que mais se destacaram:

* Tomé de Souza - primeiro governador geral, foi o responsável pela fundação de Salvador (primeira capital da Colônia), pela introdução da pecuária na região, do cultivo de cana nas proximidades de Salvador e do plantio de coqueiros.


* Duarte da Costa - segundo governador geral, com autorização os jesuítas instalaram-se nos campos de Piratininga, dando origem à cidade de São Paulo. Foi no seu governo que os franceses instalaram-se no Rio de Janeiro. As disputas entre jesuítas e colonos, enfraqueceram enormemente seu governo.


* Mem de Sá - terceiro governador geral do Brasil. Foi o responsável pela consolidação desse regime. Resolveu o problema de mão-de-obra, implantou sob as ordens da Coroa o monopólio. Seu maior feito foi a expulsão dos franceses do Rio de Janeiro (as tropas estavam sob o comando de seu sobrinho Estácio de Sá, fundador da cidade maravilhosa).

A Divisão do Governo Geral

Para melhor fiscalizar o processo de povoamento produtivo que a partir de 1570 já lhe propiciava grandes lucros, derivados do monopólio comercial do açúcar na Europa, a Coroa, após o governo de Mem de Sá, dividiu o governo geral em dois: um sediado em Salvador e outro no Rio de Janeiro. Contudo, essa divisão foi nominal até pelo menos a 2º década do século XVII, quando se instalou o estado do Maranhão (1621).

ASSISTAM AOS VÍDEOS COMPLEMENTARES!








Estude para as provas desta semana!

A) Os primitivos habitantes do Brasil foram vítimas do processo colonizador. O europeu, com visão de mundo calcada em preconceitos, menosprezou o indígena e sua cultura. A acreditar nos viajantes e missionários, a partir de meados do século XVI, há um decréscimo da população indígena, que se agrava nos séculos seguintes. Os fatores que mais contribuíram para o citado decréscimo?

B) O governo-geral foi instituído por D. João III, em 1548, para coordenar as práticas colonizadoras do Brasil. Consistiriam estas últimas em dar às capitanias hereditárias uma assistência mais eficiente e promover a valorização econômica e o povoamento das áreas não ocupadas pelos donatários. Quais as atribuições do governador geral?

C) Quanto às colonizações espanhola e portuguesa nas Américas, quais as principais caracteristicas de cada modelo de colonização?

D) Quais as principais diferenças doutrinárias entre catolicismo, anglicanismo e calvinismo?

E) Defina capitanias hereditárias.

F) Qual marco deu início ao processo de colonização portuguesa na América?

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Nazismo

Após a derrota na Primeira Guerra Mundial (1914-1918), a Alemanha foi forçada a assinar o Tratado de Versalhes, em 1919. De acordo com seus termos, o país perdeu grande parte de seu território, além de sofrer fortes restrições no campo militar. Foi proibida de desenvolver uma indústria bélica, de exigir o serviço militar obrigatório e de possuir um exército superior a cem mil homens. Para piorar, deveria pagar aos aliados uma vultosa indenização pelos danos provocados pelo conflito.

O Tratado de Versalhes foi considerado humilhante pelos alemães e vigorou sobre um país arrasado e caótico, tanto no aspecto político quanto no econômico. O período de crise estendeu-se de 1919 a 1933. Nesse panorama conturbado, o nazismo surgiu e se fortaleceu. Aos poucos, chegou ao governo do país, impondo-lhe uma ditadura baseada no militarismo e no terror.

Uma república desastrosa

Diante da eminente derrota para os aliados, na Primeira Guerra, o imperador alemão, Guilherme 2º, abdicou ao trono no final de 1918. Em 9 de novembro, foi proclamada a República na Alemanha. Estabeleceu-se um governo provisório, liderado pelo Partido Social-Democrata, que assinou a paz com as outras nações e convocou eleições para uma Assembléia Nacional Constituinte.

Entretanto, chefiados por Rosa Luxemburgo e Karl Liebknecht, os comunistas alemães viam na crise uma oportunidade de tomar o poder, por meio de uma rebelião. Porém, o governo e as forças armadas acabaram sufocando o levante, cujos líderes foram mortos. Nem por isso, o governo republicano deixou de enfrentar uma oposição de esquerda e de direita, na medida em que era incapaz de lidar com a precária economia alemã, que sofria uma terrível escalada hiperinflacionária.

A sociedade alemã empobrecia cada vez mais. Isso apenas fazia aumentar a tensão social e política, já muito grande. Em novembro de 1923, o marco alemão estava tão desvalorizado, que um único dólar equivalia a 4 bilhões e 200 milhões de marcos.

Inflação na Alemanha pós-guerra

O Partido Nacional-Socialista foi fundado, em 1920, por Adolf Hitler, um antigo cabo do exército alemão, de origem austríaca. Defendia exagerados ideais nacionalistas, que também se misturavam ao militarismo. Nos primeiros momentos, o grupo era inexpressivo. Reunia inconformados com a derrota alemã e os que não acreditavam no regime republicano.

Em 1923, aproveitando-se dos níveis estratrosféricos da hiperinflação, Hitler e seus correligionários decidiram seguir o exemplo dos comunistas, organizando uma revolta armada na cidade de Munique. Tal como o levante socialista de 1918, porém, o golpe nazista fracassou e Hitler foi preso. Permaneceu na cadeia durante oito meses. Nesse tempo, passou suas idéias para o papel, com o auxílio de Rudolf Hess, um companheiro de partido. Assim surgiu o livro "Minha Luta" ("Mein Kampf"), que se transformaria numa espécie de Bíblia da Alemanha nazista.

Ilusões demagógicas de Hitler

Entre 1924 e 1929 as idéias de Hitler não encontraram eco na sociedade alemã. O nacional-socialismo só viria a obter respaldo popular após o advento da grande depressão mundial em 1929. Então, a já combalida economia da Alemanha entrou em colapso, com a falência de milhares de empresas, o que elevou para 6 milhões o número de desempregados.

O desespero gerado pela miséria e a incerteza quanto ao futuro, a facilidade humana de acreditar na demagogia e nas soluções autoritárias, a necessidade de resgatar a autoestima nacional depois das humilhações do Tratado de Versalhes foram alguns dos fatores que fizeram da Alemanha um terreno fértil a ser semeado pelos nazistas. O discurso de um líder carismático como Adolf Hitler oferecia segurança e a perspectiva de melhores dias, com promessas e ilusões demagógicas.

Além da classe média, dos camponeses e do operariado em desespero, as Forças Armadas também se identificavam com as posições nacionalistas de Hitler. Os grandes capitalistas alemães, por sua vez, acharam conveniente financiar os nazistas, que aparentavam protegê-los da ameaça comunista. Assim, de 1930 a 1932, o número de deputados do Partido Nazista no Parlamento alemão passou de 170 para 230.

Adolf Hitler e o início do 3º Reich

No Parlamento, o próprio Hitler que se mostrou competente no plano das negociações políticas. Desse modo, a 30 de janeiro de 1933, o líder nacional-socialista foi nomeado Chanceler, ou Primeiro-Ministro, o principal cargo executivo da República alemã. Popularmente, já era chamado de "Führer" (condutor). Tinha início o que os nazistas chamavam de III Reich (Terceiro Império), designação que se refere ao Sacro Império Germânico, da Idade Média, e ao Segundo Império, que se estendeu da Unificação dos Estados germânicos, em 1871, à República, em 1918.

Ideologicamente, Hitler se apropriou de idéias nacionalistas já em voga na Alemanha, radicalizando-as. Defendia a necessidade de unidade nacional, garantida por um Estado governado por um partido único, o Nazista, do qual ele era o líder supremo. Identificado com a própria nação, Hitler passou a ser cultuado como um super-homem pela imensa maioria do povo alemão.

Superioridade racial da raça ariana

O nazismo proclamava também a "superioridade biológica da raça ariana" (a que pertenceria o povo alemão) e, conseqüentemente, a necessidade de dominar as "raças inferiores". Entre estes, colocavam-se os judeus, os eslavos, os ciganos e os negros. Também era necessário extinguir os considerados "doentes incuráveis": homossexuais, epiléticos, esquizofrênicos, retardados, alcoólatras, etc. Com a ascensão de Hitler ao poder, a ideologia nazista passou a influenciar também a ciência do país, que se dedicou a inventar teorias supostamente biológicas para o racismo e o anti-semitismo.

A conquista do "espaço vital"

Com fundamento nesses princípios, o propósito nazista era construir um império ariano, puro e forte, centralizado em torno de Hitler. O passo decisivo para esse projeto se tornar realidade seria a expansão territorial e a integração de todas as comunidades germânicas da Europa num "espaço vital" único. Além da própria Alemanha, isso incluiria a Áustria, a Tchecoslováquia, a Prússia (oeste da Polônia) e a Ucrânia.

Concorrência comunista

Porém, para triunfar, o nazismo precisava combater seu principal concorrente ideológico, o socialismo revolucionário ou comunismo, com o qual teria de disputar a adesão popular. Igualmente totalitário, o comunismo também se arvorava a construir uma sociedade perfeita, não só na Alemanha, mas no mundo. Entretanto, no lugar de uma raça superior, colocava uma classe social - o proletariado - à frente do processo. Por isso, o anticomunismo constituía um ponto central do pensamento de Hitler.

Desenvolvendo uma propaganda agressiva e eficiente, administrada por Joseph Goebbels, o Partido Nazista se infiltrou em toda a sociedade alemã e controlou a imprensa, a rádio, o teatro, o cinema, a literatura e as artes. Conseguiu incutir na mentalidade do povo a visão de mundo nazista e a devocão incondicional ao Führer. A educação da infância e juventude, em especial, foi usada como uma ferramenta do Estado, para gravar no cérebro e no coração de crianças e adolescentes o orgulho de pertencer à raça ariana, bem como a obediência e a fidelidade ao "Führer".

Sturmabteilungen (SA) e Schutzstafell (SS)

Mas a vitória do nazismo não se deveu exclusivamente ao trabalho ideológico, Hitler também empregou a força para conquistar a Alemanha. Nesse ponto manifesta-se o caráter essencialmente militarista do nacional-socialismo que, desde o início, contou com a participação de organizações paramilitares próprias.

Para começar, foram criadas as SA ("Sturmapteilungen"), ou Divisões de Assalto, uma espécie de milícia particular nazista. Composta por desempregados, ex-militares, desajustados de qualquer espécie e até criminosos comuns, espalhavam o terror junto aos inimigos de Hitler, por meio da surra, da tortura e do assassinato. O grupo quase saiu do controle dos líderes e precisou ser transformado numa nova instituição a SS (Schutzstafell), ou Tropas de Proteção, um grupo de elite que contava com homens selecionados e disciplinados.

A partir de 1929, sob o comando de Heinrich Himmler, a SS cresceu e chegou a contar com um exército próprio, a Waffen SS (SS Armada), independente do Exército alemão. Além disso, também absorveu a Gestapo, a polícia secreta nazista, em 1939, juntamente com a qual comandaria os campos de concentração e extermínio nos países ocupados.

As vítimas preferenciais do nazismo: os judeus

Nos seis anos anteriores à Segunda Guerra Mundial, iniciada em 1939, os nazistas institucionalizaram a violência, prendendo arbitrariamente e executando seus inimigos políticos: comunistas, sindicalistas e líderes esquerdistas de modo geral.

O nacional-socialismo soube manipular os instintos agressivos do ser humano e canalizou o ódio dos alemães particularmente contra os judeus, pois existia uma tradição anti-semita entre os povos nórdicos. Desse modo, os judeus serviram como bode expiatório para todos os males alemães. A partir de 1934, o anti-semitismo tornou-se uma prática do governo, além de nacional. Os judeus foram proibidos de trabalhar em repartições públicas. Suas lojas e fábricas foram expropriadas pelo governo. Além disso, eram obrigados a usar braçadeiras com a estrela de Davi, para poderem ser facilmente discriminados.

A radicalização do anti-semitismo oficial forçou mais da metade da população judaico-alemã a deixar o país, à procura de exílio. Às vésperas da Segunda Guerra Mundial, restavam apenas 250 mil judeus na Alemanha, menos de 0,5% da população total. Com a Guerra, tanto estes quanto os judeus dos paíes ocupados por Hitler foram enviados para os campos de extermínio, o que resultou no holocausto - o massacre de 6 milhões de pessoas.

Rumo à Segunda Guerra Mundial

Inglaterra, França e Estados Unidos, as três potências democráticas, não se preocuparam em deter a ascensão do nazismo. Acreditavam que uma Alemanha forte funcionaria como um cordão de isolamento, livrando o Ocidente da influência da União Soviética. Esta, por sua vez, assinou um pacto de não-agressão com a Alemanha, em agosto de 1939, em que se comprometiam a não atacar uma à outra e se manterem neutras caso uma delas fosse atacada por uma terceira potência.

Desse modo, a Alemanha logo começou a contar com crédito e recursos internacionais e passou a prosperar. Surgiram empresas industriais poderosas, de minério, petróleo, borracha, etc., da noite para o dia. Foram construídas grandes obras públicas, como estradas e aeroportos, reduzindo rapidamente e logo acabando (ou quase) com desemprego.

A recuperação econômica deu cada vez mais popularidade aos nazistas. Ao mesmo tempo, o grosso da população alemã recuperava autoconfiança. Aproveitando-se disso tudo, Hitler gradativamente deixou de respeitar as cláusulas do Tratado de Versalhes. A partir de 1935, a indústria bélica foi reconstruída e o serviço militar tornou-se obrigatório.

O eixo nazi-fascista

Em 1938, Hitler aliou-se ao ditador italiano Benito Mussolini formando o eixo nazi-fascista. Ainda no mesmo ano, passou a controlar a totalidade das finanças alemãs, colocando-se à frente do Banco do Reich. Também anexou a Áustria e os Sudetos, na Tchecoslováquia. Eram regiões de numerosa população germânica, ricas em matérias-primas e complexos industriais. As potências democráticas e a URSS mantinham-se na passiva posição de simples observadores, mas os acontecimentos se precipitavam rapidamente na direção de uma Segunda Guerra Mundial.

Abaixo segue o documentário "Sementes do conflito: Hitler Chega ao Poder", da coleção - Aniversário da II Guerra Mundial, 1939-1945 - da Editora Abril.

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